É uma doença comum da córnea (a parte externa e transparente do olho) e tem uma lenta progressão. Chama-se queratocone e, hoje, já existe uma técnica cirúrgica que pode impedir a sua evolução. O cross-linking estabiliza e pode evitar a realização de um transplante de córnea
Recorre-se à ajuda da vitamina B2 e da luz Ultravioleta A para fortalecer a córnea. A técnica chama-se cross-linking e os estudos realizados até hoje permitem concluir que a solução é eficaz para estabilizar a córnea, aumentando a sua rigidez e permitindo controlar a evolução do queratocone.
Tecnicamente, é necessário estabilizar as ectasias corneanas progressivas, que mais não é do que parar o adelgaçamento e o aumento de curvatura da córnea, para que não evolua para uma situação de transplante. O cross-linking tem como objetivo fortalecer a córnea e evitar a progressão para uma distrofia. A técnica é inovadora e os casos que têm sido seguidos ao longo de oito anos, revelam sucesso, com a estabilização ou regressão parcial da queratocone um ano após o tratamento. Exigem-se algumas condições prévias, como ter uma espessura corneana suficiente e necessária às exigências da intervenção.
O tratamento consiste em deixar a córnea absorver vitamina B2 durante cerca de 30 minutos, sendo depois emitida uma luz ultravioleta A sobre a área a tratar, que vai levar à formação de pontes entre as moléculas de colagénio, um dos componentes mais importantes da córnea. A formação destas pontes aumenta a união e a resistência do estroma da córnea. A aplicação da técnica tem uma duração aproximada de 60 minutos, é feita em sessão única e com anestesia tópica. Após a estabilização da córnea com o cross-linking, podem usar-se outras técnicas cirúrgicas para melhorar a forma da córnea e a acuidade visual, como os anéis intraestromais e as lentes intraoculares que corrigem a miopia e o astigmatismo.
No Centro Cirúrgico de Coimbra a técnica cross-linking é da responsabilidade dos oftalmologistas:
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